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Cultura

Eventos com samba são febre no Rio de Janeiro

O gênero musical ganha adeptos gradativamente com o impulso das festas que acontecem no estado

Texto: Thaís Bittencourt

Samba

"Quem não gosta de samba bom sujeito não é/ É ruim da cabeça ou doente do pé", os famosos versos do cantor e compositor Dorival Caymmi explicitam o momento que o samba está vivenciando. O samba é um ritmo original de Angola e do Congo trazido para o Brasil pelos negros durante o período de escravidão. Devido à forte influência portuguesa, incorporou instrumentos de corda tradicionais portugueses e instrumentos de sopro de outros países, anteriormente incorporados à cultura musical de Portugal. Na primeira metade do século seguinte o ritmo ganha uma singularidade carioca e diversos adeptos representativos, como Donga, Pixinguinha, João da baiana, Almirante e do já citado Dorival Caymmi.


Já no fim da década de 20 o samba recebe uma nova roupagem por meio de compositores dos blocos carnavalescos (futuras escolas de samba) do Estácio, Oswaldo Cruz, Mangueira e Salgueiro. O gênero vive um momento de expansão não apenas por causa novos talentos que despontam no cenário musical, mas inclusive, devido aos grandes eventos que vem surgindo constantemente.

Para comprovar esse crescimento é só checar na internet e ver a quantidades de sites especializados nem eventos com rodas de samba. Um novo nome do gênero é cantor Diogo Nogueira. Filho dos compositores João Nogueira e Ângela Maria Nogueira, Diogo é frequentador de rodas de samba desde a infância. É também apresentador do programa Samba na Gamboa da TV Brasil.

A juventude que gosta de samba tem em Diogo um ídolo. E é de fato esse público que lota as casas de show do Rio em busca da diversão. A estudante de jornalismo Verônica Padrone de 23 anos é fã absoluta do estilo musical. Adepta desses eventos, a estudante aponta seus cantores favoritos: "Gosto de muitos, entre eles Arlindo Cruz, Diogo Nogueira e Toninho Geraes". Ela ainda conta aonde começou a gostar de samba. "Desde conheci o Candongueiro, espaço alternativo de samba em Niterói, há mais ou menos cinco anos. Vou praticamente toda vez que tem evento". Outro lugar em Niterói seguidor do estilo é a Toca do Gambá que enche toda semana com seu público fiel.

Como não poderia deixar de ser, a Lapa é o local onde há mais casas de samba no Rio. O boêmio bairro tem casas como Lapa 40º, Rio Scenarium, Carioca da Gema, entre outras diversas opções. Basta ver a lotação dessas casas no Rio e em Niterói para ser comprovado que o samba não morreu e a expansão é crescente. Mais do que um ritmo, o samba é patrimônio cultural do Brasil. Quem acha que o ritmo é apenas uma música está enganado. É uma mistura de ritmo, dança, poesia e, sobretudo, festa. O samba é a cara do brasileiro.



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